A venda de 20 aeroportos da Motiva, anunciada nesta terça-feira (18), inclui o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, um dos principais terminais turísticos do país e porta de entrada da Tríplice Fronteira. O pacote foi adquirido pela Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), em uma operação avaliada em R$ 11,5 bilhões, considerada a maior transação aeroportuária em andamento no mundo.
Do montante total, R$ 5 bilhões correspondem ao valor das participações acionárias, enquanto R$ 6,5 bilhões representam dívidas assumidas pela compradora. Além do terminal de Foz do Iguaçu, fazem parte do negócio os aeroportos de Curitiba, Londrina e outros 14 no Brasil, além de três no exterior. Juntos, esses ativos movimentam cerca de 45 milhões de passageiros por ano e operam mais de 200 rotas regulares.
A Motiva, antiga CCR, optou por vender sua divisão aeroportuária para concentrar investimentos em rodovias e ferrovias, dentro do plano Ambição 2035. Segundo a companhia, a operação reduz a alavancagem financeira de 3,5 para menos de 3 vezes e amplia a capacidade para disputar concessões estimadas em R$ 160 bilhões nos próximos anos.
A transição de gestão ainda será analisada pela Anac, pelo Cade e por autoridades regulatórias dos demais países envolvidos. A conclusão do processo é esperada para 2026. Até lá, a Motiva permanece responsável pelas operações, mantendo equipes e contratos vigentes nos terminais, inclusive em Foz do Iguaçu.
Assessoria












