Caminhoneiros sofrem dia e noite: até 20 horas de espera para atravessar a Ponte da Integração

Motoristas de caminhão que precisam cruzar a Ponte da Integração Brasil–Paraguai estão enfrentando uma rotina cada vez mais difícil. A fila de veículos pesados que ultrapassa quatro quilômetros e, em muitos casos, os trabalhadores passam de 15 a 20 horas aguardando a liberação para a travessia.

A situação ocorre principalmente no lado brasileiro, em Foz do Iguaçu, onde os caminhoneiros permanecem parados durante o dia e só conseguem seguir viagem à noite a partir das 22h às 05h. O motivo é que, atualmente, os veículos de carga não podem circular durante o dia pelas vias urbanas de Presidente Franco, o que obriga os motoristas a somente trafegar pelo centro da cidade de madrugada para não gerar congestionamento entre veículos pequenos e caminhões que vem e vão para a ponte.

O destino final da maioria dos caminhões é o Paraguai, passando pela aduana brasileira e seguindo em direção à cidade paraguaia. No entanto, o problema só deve ser resolvido com a conclusão das obras viárias que fazem parte do chamado Corredor Metropolitano del Leste, no país vizinho.

Entre as principais intervenções está a conclusão da nova ponte sobre o Rio Monday, considerada essencial para dar acesso definitivo à Ponte da Integração Brasil–Paraguai sem precisar passar pelo centro urbano de Presidente Franco. A estrutura da ponte Rio Monday, terá cerca de 500 metros de extensão e quatro faixas de rolamento, além de acostamentos, ciclovias e calçadas, conectando a estrada interurbana de acesso a Presidente Franco com a rodovia que segue até Minga Guazú.

Enquanto a obra não é concluída, o cenário é de sofrimento para os caminhoneiros brasileiros e paraguaios. Muitos passam a noite dentro dos veículos, sem qualquer estrutura adequada, enfrentando calor, falta de banheiros para as necessidades básicas, risco de assaltos e longas horas de espera para seguir viagem. Para quem vive do transporte, cada hora parado representa prejuízo, desgaste físico e preocupação constante.

 

 

 

 

 

 

 

Foto Sergio Fernandes
Da Redação – Antena 1 Foz do Iguaçu

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