
Autoridades municipais da região de fronteira estudam uma alternativa para avançar na abertura da Ponte da Integração diante da possibilidade de uma paralisação de caminhoneiros no Paraguai. A proposta partiu do lado paraguaio como forma de reduzir a pressão sobre o tema e ampliar o uso da estrutura.
A ideia em análise prevê a liberação temporária da travessia para veículos leves de moradores das cidades de fronteira, como Presidente Franco e Foz do Iguaçu. O plano seria colocado em prática como um projeto piloto com duração de 60 dias.
Pelo modelo sugerido, a passagem seria autorizada apenas nos fins de semana, entre sexta-feira e domingo, e restrita a moradores da região. A proposta também prevê um sistema controlado de acesso, como forma de avaliar o impacto da medida antes de uma decisão definitiva.
Enquanto autoridades brasileiras defendem, neste momento, apenas a ampliação do horário de circulação de caminhões vazios, lideranças municipais paraguaias querem avançar para a liberação gradual de veículos particulares já nesta nova etapa de operação da ponte.
O assunto deve ser discutido ainda nesta semana com representantes da delegação paraguaia na comissão mista responsável pelo tema. Após esse encontro, a proposta deverá ser apresentada oficialmente em uma reunião bilateral com autoridades do Brasil, prevista para ocorrer dentro de cerca de duas semanas.
Possível greve pressiona debate
A discussão acontece em meio à pressão de caminhoneiros. Representantes do setor de transporte de cargas alertaram, na última semana, que podem iniciar uma paralisação caso a liberação de veículos particulares aconteça antes da conclusão das obras complementares.
Segundo os trabalhadores, o tempo de espera na travessia já é elevado e a estrutura ainda não estaria preparada para receber um número maior de veículos.
Abertura gradual
A Ponte da Integração passa por um processo de liberação progressiva. Desde 29 de janeiro, está em vigor a segunda fase de operação, que permite a circulação de ônibus de turismo no período noturno, entre 19h e 7h, apenas para viagens de longa distância e sem paradas na região.
A definição sobre a próxima etapa deverá levar em conta tanto as necessidades do transporte de cargas quanto a pressão para ampliar o uso da ponte pela população da fronteira.
Foto Sergio Fernandes
Assessoria












