Cirurgia com polilaminina coloca Foz na vanguarda da medicina regenerativa

Foz do Iguaçu entrou para a história da medicina regenerativa neste fim de semana com a realização de uma cirurgia de alta complexidade que utilizou polilaminina no tratamento de lesão medular. O procedimento foi realizado no sábado (21), no Hospital Unimed Foz do Iguaçu, e é considerado um avanço nas abordagens terapêuticas para quadros neurológicos graves.

A técnica tem como base a pesquisa da cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, responsável pela descoberta da proteína. A cirurgia foi conduzida pelos neurocirurgiões Bruno Cortes e João Elias El Sarraf, com participação do pesquisador médico Artur Luiz e apoio de equipe multidisciplinar.

O paciente é William Kerber, atleta profissional do Suzano Vôlei, que sofreu uma lesão medular cervical após acidente de trânsito ocorrido em outubro de 2025, na PR-317. Desde então, ele apresentava quadro de tetraplegia. A intervenção busca estimular a regeneração das conexões nervosas da medula espinhal, uma das principais promessas da medicina regenerativa contemporânea.

Após a cirurgia, o atleta permanecerá sob acompanhamento clínico e iniciará protocolo intensivo de reabilitação, com fisioterapia especializada e monitoramento contínuo da evolução neurológica.

A escolha de Foz do Iguaçu para a realização do procedimento levou em consideração a estrutura hospitalar e as condições logísticas para receber paciente e especialistas. Profissionais de outras cidades do Estado também participaram da operação, reforçando a integração entre equipes médicas.

Este foi o terceiro procedimento com polilaminina realizado por João Elias El Sarraf no Paraná em 2026. O primeiro ocorreu em Londrina e, no mesmo dia da cirurgia em Foz, o médico ainda participou de outra intervenção com a mesma técnica em Cascavel.

Os próximos meses serão decisivos para avaliar os resultados clínicos dos pacientes submetidos ao método. A expectativa é que os casos contribuam para o aprimoramento da técnica e ampliem as perspectivas de tratamento para pessoas com lesões medulares graves.

 

 

 

 

 

Foto Assessoria
Da Redação – Antena 1 Foz do Iguaçu

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